SOL E AÇO
SOL E AÇO
Yukio Mishima
tradução: Cobramor
108 páginas
Traça, 2026
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Sol e Aço pode ser lido como o relato de como um rapaz frágil e livresco descobriu a importância do seu próprio ser físico; o “sol e o aço” do título são, eles próprios, símbolos, respectivamente, do culto do ar livre e dos pesos utilizados no culturismo. Trata-se também de uma reflexão sobre a relação entre a acção e a arte, e em particular sobre a sua própria arte.
Num plano mais pessoal, é o relato da busca de identidade e de integração, demonstrando como uma preocupação intensamente individual pode ser desenvolvida até se tornar numa filosofia de vida.
A confissão e a auto-análise, a filosofia e a poesia combinam-se, no final, para criar algo que é, em si mesmo, perfeito e auto-suficiente, uma obra literária tão cuidadosamente construída como os romances de Mishima e que, simultaneamente, fornece uma chave indispensável para a compreensão desses romances enquanto arte.
O livro funciona também como um precursor do suicídio dramático de Mishima em 1970, espelhando a sua crença na realização trágica e no ethos do guerreiro.
A sua vida e a sua obra confrontam-se frequentemente com conceitos como a honra, a revolta e a interacção entre o erotismo e a violência.
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