tradução de Diogo Paiva posfácio de Pedro Meneses e Cristina Álvares revisão de Carina Correia capa e paginação de Eduarda Fontes
210 páginas
Cutelo, 2026
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Neste livro, Quignard explora três coisas: como o pensamento e a morte se tocam; como o pensamento se aproxima da melancolia; e como o pensamento encontra refúgio no trauma. Quem pensa “compensa” um abandono muito antigo. No âmago do pensamento está a mãe ausente.
Assim como os sonhos são um sentido cujas imagens desordenadas, condensadas e paradoxais intuem algo que precedeu o sono e retorna neles, também o pensamento é um sentido que utiliza palavras — escritas, transcritas, retraduzidas, dissecadas, etimologizadas, neologizadas — que projetam conexões entre figuras dispersas, onde outrora nos perdemos