Electra 34
ELECTRA 34
VV. AA.
Fundação EDP, 2026
ISBN: 9789893580780
O “Caos” é o tema central da edição 34 da Electra: já não é uma ameaça distante, mas uma condição do nosso tempo. Corrói as instituições políticas, económicas, sociais, científicas e culturais, alimentando a instabilidade em democracias que, até há pouco, julgávamos sólidas. Torna informe o mapa geoestratégico, onde deflagram guerras que nem sabemos nomear. Tudo tende para o extremo: o clima, a tecnologia, a cidade e a riqueza concentrada. É aí que o caos irrompe e faz emergir o imaginário da catástrofe e do fim. Para pensar as várias figuras do caos que se instalaram no nosso tempo, este número reúne textos e entrevistas do Prémio Nobel da Economia Paul Krugman e de Andrea Cavalletti, Arnaud Miranda, Étienne Ghys, Gonçalo Pessa Costa, José Gil, Kerry Emanuel, Massimo de Carolis, e Roberto Esposito.
Nesta edição, é entrevistada a consagrada autora de filosofia política e teoria crítica Nancy Fraser, que destaca, em conversa com Afonso Dias Ramos, alguns dos principais problemas políticos e sociais numa época de radicalismo, instabilidade e populismo.
São também publicados materiais inéditos do arquivo do artista e crítico Ernesto de Sousa (1921–1988), que se revelam como um território vivo de experimentação. Fotografias, notas e fragmentos, que percorrem décadas de trabalho, aproximam arte e vida, documento e poesia, corpo e linguagem.
Na secção «Planisfério», é visitada a cidade italiana de Gibellina, destruída por um terramoto, em 1968, e reconstruída num outro lugar com a colaboração de reconhecidos arquitectos e artistas. Nesta visita, observamos como, ao caminharmos para o futuro, descobrimos o passado, através do texto da curadora e professora Cristina Costanzo e das imagens dos fotógrafos José Pedro Cortes e Stefano Graziani.
Ainda neste número a ensaísta, crítica literária e jornalista brasileira Júlia Corrêa da Rocha dá-nos a conhecer a vida e a obra da figura fascinante de Giuseppe Tomasi di Lampedusa, autor do romance O Leopardo; o poeta, ensaísta, curador e cineasta Giorgiomaria Cornelio explora a história e o presente da cidade de Veneza; duas escritoras, Olivia Rosenthal e Paola D'Agostino, comentam uma frase de Irvine Welsh, autor de Trainspotting, que atribui à leitura dos romances a faculdade de alimentar a empatia; e o editor da Electra António Guerreiro escreve sobre a palavra “Disruptivo”.
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