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Capa da revista ELECTRA com padrão espiral verde e azul
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ELECTRA 33 / Psique

11,00 €
IVA incluído.

ELECTRA nº 33
Verão 2026

228 pp. | 27 x 20 cm

ISBN 978-989-36807-4-2

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Electra dedica o dossier da edição 33 ao tema da “Psique”, interrogando a psicologização do mundo e da vida contemporânea. Num tempo em que a linguagem da psicologia se disseminou pela política, pela sociedade e pelo quotidiano, todos parecemos tornar-nos simultaneamente sujeitos e objectos de análise. Da sociologia das emoções e da cultura terapêutica ao diagnóstico das novas figuras autoritárias e à construção digital do sujeito, revela-se como esta psicologização é inseparável de uma mercantilização global e como produz efeitos profundos na sociedade, na política, na economia e na cultura. A partir de diferentes ângulos e da colaboração de vários autores como Avital Ronell, Ole Jacob Madsen, Sinziana Ravini, Fabrice Bourlez, Jan de Vos e Pedro Varandas, o dossier analisa e interpreta este sintoma fundamental da época em que vivemos.

Benjamin H. D. Buchloh, um dos críticos de arte mais respeitados do último meio século e uma das maiores referências sobre o trabalho de artistas como Gerhard Richter, Marcel Broodthaers ou Nancy Spero, conversa com Afonso Dias Ramos sobre os crescentes problemas que nascem de uma separação entre a prática crítica e a produção artística.

O portfólio deste número é da autoria de Anne-Mie Van Kerckhoven. Nele, apresenta-se uma série representativa da sua obra, na qual está presente a relação fundamental e interpeladora entre erotismo e tecnologia, olhada de um ponto de vista feminino. Tal relação é inseparável da reflexão crítica e inovadora que a artista belga tem desenvolvido sobre arte, ciência, política, sociedade, imagem e comunicação.

Na secção “Arca de Noé”, um ensaio escrito pelo jornalista Andrea Prada Bianchi dá-nos a conhecer a amizade entre o ditador fascista Benito Mussolini e o resistente antifascista Pietro Nenni, líder do Partido Socialista Italiano. Narrativa de um tempo convulsivo e perigoso, em que a vida e a morte se jogavam todos os dias, nela são retratados pessoas e acontecimentos que marcaram a história trágica do século XX.

Ainda nesta edição, a escritora Marie Darrieussecq, nome cimeiro no actual panorama francês da ficção narrativa, publica um diário atravessado por viagens e lugares, pela inquietação política e pela memória familiar, pela condição de escritora e pela condição de mulher; o crítico italiano Andrea Cortellessa revisita a figura do singular escritor, pintor, ensaísta, músico e compositor Alberto Savinio, com frequência apresentado apenas como o irmão de Giorgio de Chirico; o escritor e ensaísta Christian Salmon comenta um aforismo de Friedrich Nietzsche; o geógrafo Michel Lussault trata da urbanização do planeta e da vulnerabilidade e insustentabilidade dos nossos habitats; e o astrofísico e jornalista Sergio C. Fanjul escreve sobre a palavra “Distopia”.

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