A BATALHA #304
A BATALHA #304
Saído a tempo por causa do tempo, o alegado número 304 do jornal alegadamente anarquista A Batalha percorre muitos dos vendavais que recobrem o mundo, em mais um anno domini de grotescos auspícios: o Colectivo Vozes de Dentro relata a brutalidade dos campos, conhecidos pelo diminutivo «prisões», e convoca-nos para uma práctica quotidiana antipunitivista e anticarcerária; a violência da recente e velhaca reversão das leis de autodeterminação de género tem como resposta a voz do corpo inteiro com Ai Feith; do Irão chega uma detalhada análise anarquista à situação imperial em curso; de Itália, o relato da fascização, com centros sociais violentamente despejados em Turim e Milão, o sinistro Decreto Segurança 3, ou a relação «por vezes erótica» do governo de Meloni com o seu braço armado; daqui do rectângulo, um comentário afiado do alegadamente novo membro da redacção, Salato, ao caso de tortura policial na Esquadra do Rato, mas dando a volta ao mundo e à história da podridão, e ainda uma achega ao alegado Caso Ribbentrop-Núncio-Molotov que não chegou a pegar fogo ao Reichstag à Bulhão Pato; as Notas do Outro Mundo continuam a cartografar os ares dos tempos, entre carnaval e Chomsky; um texto de Wulfinna propõe a receita de uma vida verdadeira «aqui e agora» sob uma perspectiva anarquista individualista; passa-se pelo Alto Alentejo, por Davos, pelo futuro presente do Pós-Tugal; Oriano dá início às suas considerações sobre a questão económica nos anarquismos; dois novos textos alegadamente literários de Beatriz Catarino e Fonso: de regresso às 24 páginas para ao menos cobrirmos a cabeça do vento.
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