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O Outono em Pequim

18,00 €  
IVA incluído

Boris Vian


Tradução: Luiza Neto Jorge
EAN: 9789896419905
Data de Publicação: 01/2020
Nº de Páginas: 272
Formato: 15,3 X 23,3 x 1,9 cms
Acabamento: Capa Mole

O romance O Outono em Pequim é de 1947, o mesmo ano em que Vian escreveu A Espuma dos Dias. Publicado pela primeira vez nas Éditions du Scorpion, o livro contém elementos surrealistas.
A Pequim que surge no título não é literal. Os protagonistas têm em comum dirigirem-se a um deserto imaginário chamado Exopotâmia, onde está em construção uma estação de comboios. A narrativa começa com as peripécias de Amadis Dudu, que, não tendo conseguido apanhar o autocarro para ir trabalhar, acaba a bordo do 975, que o leva a esse deserto. Esse acaso revela-se frutuoso para Amadis.
O Outono em Pequim é uma narrativa de desilusão do mundo adulto, construído sobre o absurdo da sociedade industrial. Mas é também, tal como A Espuma dos Dias, uma história de amor sem esperança.
O narrador detém por vezes deliberadamente o desenrolar da história para comentar o que se está a passar. E é esse seu olhar irónico que evidencia os aspectos absurdos do romance.

SOBRE O AUTOR:
Boris Vian nasceu a 10 de Março de 1920 em Ville d’Avray, França. O pai trabalhava num laboratório homeopático e a mãe, Yvonne Ravenez, era pianista amadora. Foi o segundo de quatro filhos. Quando tinha 12 anos, foi vítima de um reumatismo articular agudo que lhe provocou uma insuficiência na aorta. Esta ameaça sempre presente de uma morte precoce levou a que a mãe o rodeasse de excessivos cuidados, situação que transpôs para personagens de O Arranca Corações.Boris Vian fez os estudos primários no liceu de Sèvres e frequentou depois o liceu Hoche de Versailles. Já em Paris obteve o bacharelato em Filosofia — opção de Matemáticas. Frequentou as aulas preparatórias para escolas científicas no liceu Condorcet e entrou na Escola Central de Paris em 1939. Terminados os estudos, trabalhou como engenheiro na Associação Francesa de Normalização, de 1942 a 1946, ao mesmo tempo e na mesma mesa em que escrevia poemas e compunha música jazz. Em Julho de 1941 casou-se com Michelle Léglise, com quem teria dois filhos. Frequentou os cafés Flore e Les Deux Magots, em Saint-Germain-des-Prés, onde se cruzou com Sartre, Raymond Queneau, Simone de Beauvoir, Juliette Gréco e Miles Davis.
Entre 1946 e 1959 escreveu 11 romances, 4 livros de poesia, contos, várias peças de teatro, inúmeras crónicas musicais na revista Jazz Hot, argumentos de filmes e centenas de canções. Alguns dos seus livros, a começar por Irei Cuspir-Vos nos Túmulos, de 1946, que seria encontrado no local de um crime passional, causaram controvérsia ou escândalo.Foi condenado em 1950 por ultraje aos bons costumes. Decidiu recorrer ao pseudónimo Vernon Sullivan para os seus romances negros e sarcásticos, como Les morts ont tous la même peau, Morte aos Feios e Elas não Percebem Nada. Com o seu nome escreveu os que são hoje considerados os seus principais romances, como A Espuma dos Dias, O Outono em Pequim, O Arranca Corações e A Erva Vermelha.Entre as 461 canções que escreveu está o famoso Le Déserteur, com uma letra antimilitarista composta entre o final da Guerra da Indochina e o início da Guerra da Argélia, que o levou a ser perseguido pela extrema-direita.Apaixonado pelo jazz, tocava trompete no Tabou, um clube de Saint-Germain-des-Prés.O início dos anos 50 foi sombrio para Boris Vian. Separou-se de Michelle Léglise e viveu de traduções num quarto do Boulevard de Clichy. Apesar disso, colaborou com o Colégio de Patafísica. Em 1954 casou com Ursula Kübler e desempenhou papéis como actor no teatro e no cinema.Na manhã de 23 de Junho de 1959, Boris Vian assistia à estreia do filme Irei Cuspir-Vos nos Túmulos. Denunciara publicamente a adaptação que havia sido feita do seu romance e exigira a retirada do seu nome do genérico. Alguns minutos depois do início do filme teve um ataque cardíaco, morrendo a caminho do hospital.A obra de Boris Vian tornou-se mais conhecida nos anos 60 e 70 do século passado, acabando por ser considerado um clássico e entrar, sem grande controvérsia, na Bibliothèque de la Pléiade em 2010.

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