GESTOS CURATORIAIS - Duchamp e Malraux Luiz Camillo Osorio
apresentação: Delfim Sardo
Documenta, 2026
224 pp.
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A nossa relação com a arte é criada a partir das exposições. É nas exposições e a partir das relações que elas nos propõem que vamos criando as nossas constelações de experiências estéticas e vamos gerando o nosso conhecimento artístico.
Este livro, com a habitual erudição e precisão de Luiz Camillo Osorio, centra-se sobre a genealogia dos processos expositivos a partir de duas figuras centrais na arte e na cultura do século XX, Marcel Duchamp e André Malraux. No primeiro, o livro procura o gesto curatorial presente nas inúmeras exposições que concebeu e as suas conexões no interior da própria obra. No segundo, é na visão cultural e política presente na ideia de museu imaginário que o autor nos convida a mergulhar. Por todo este percurso vai-se afirmando o que reconhecemos como curadoria, emergente na museologia moderna de Alexander Dorner, na história da arte de Aby Warburg, na invenção da montagem cinematográfica ou nas exposições concebidas por El Lissitzky.
Entre a Boîte-en-valise de Duchamp e o Museu Imaginário de Malraux, é a afirmação da modernidade curatorial que Camillo Osorio nos convida a percorrer.