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Ética

24,00 €  
IVA incluído

Espinosa


Tradução: Diogo Pires Aurélio
EAN: 9789896419561
Data de Publicação: 01/2020
Nº de Páginas: 408
Formato: 15,3 X 23,3 x 2,8 cms
Acabamento: Capa Mole

TRADUÇÃO, INTRODUÇÃO E NOTAS DE DIOGO PIRES AURÉLIO

«São muitas as razões que fazem deste livro uma obra singular, a menor das quais não é, certamente, o seu título: Ética Demonstrada segundo a Ordem Geométrica. Porquê Ética, se as questões do bem e do mal só aparecem na Parte IV, depois de as três primeiras especularem sobre ontologia, epistemologia, física e psicologia, e se, além disso, desde ainda antes da sua publicação, o livro foi sempre visto como um libelo ateísta, inspirado em Lucrécio e na forma como este encara “a natureza das coisas”?»
[Da Introdução]

«Penso que Espinosa tem de ser sentido como um santo. Penso que todos temos de lamentar o facto de não o termos conhecido pessoalmente, tal como deploramos não ter conhecido, pelo menos é o que me acontece a mim, Berkeley e Montaigne.»
[J. L. Borges]

«Espinosa é profundamente relevante para a discussão sobre a emoção e os sentimentos humanos. (…) A alegria e a tristeza foram dois conceitos fundamentais na sua tentativa de compreender os seres humanos e sugerir maneiras de a vida ser mais bem vivida.» [António Damásio, Ao Encontro de Espinosa]

«Pode dizer-se que todo o filósofo tem duas filosofias, a sua e a de Espinosa.» [Henri Bergson]

 

SOBRE O AUTOR:
Baruch de Espinosa nasceu em Amesterdão a 24 de Novembro de 1632, tendo sido um dos principais filósofos do século XVII, a par de Descartes e Leibniz.Nasceu no seio de uma família judaico-portuguesa, oriunda da vila alentejana da Vidigueira e fugida às perseguições da Inquisição.Recebeu dos pais o nome de Benedito de Espinosa, mas assinou Baruch em várias das suas obras, devido à sua condição de judeu nascido em Amesterdão. Acabou por adoptar o nome Benedictus, ou seja, a correspondente palavra latina, depois da excomunhão hebraica ditada pela sinagoga portuguesa de Amesterdão em 1656.Espinosa foi um profundo estudioso da Bíblia, do Talmude e de obras de filósofos judeus, como Maimónides. Estudou Sócrates, Platão e Aristóteles, De Rerum Natura de Lucrécio, os epicuristas e o pensamento heterodoxo de Giordano Bruno.
Hermeneuta da Bíblia, Espinosa considerava-a uma obra metafórica e alegórica que não exprimia a verdade sobre Deus.Opôs-se a todo o género de superstições, tendo-se notabilizado pela sua frase «Deus sive natura» («Deus, ou seja, a natureza»). Não admira pois que, da expulsão decretada em português pela sinagoga de Amesterdão, faça parte a imprecação de que «Deus jamais lhe perdoe os seus pecados» e que «a cólera e a indignação do Senhor o cerquem e para sempre se abatam sobre a sua cabeça».Para subsistir, Espinosa trabalhou no polimento de lentes nas épocas em que viveu em casas de famílias de Outerdek e Rijnsburg. Recebia, contudo, corres- pondência de personalidades tão destacadas como o filósofo Leibniz, o médico Ludovico Meyer, Henry Oldenburg, da Royal Society, e o cientista holandês Huygens.Luís XIV ofereceu-lhe uma pensão para que Espinosa lhe dedicasse um livro, o que ele recusou.Em 1670, Espinosa trocou Amesterdão por Haia, onde concluiu o seu Tratado Teológico-Político, que recebeu críticas dos poderes políticos e religiosos. Recusou o convite da Universidade de Heidelberg, para poder manter a independência de pensamento.Morreu no domingo de 21 de Fevereiro de 1677, vitimado por tuberculose. Tinha 44 anos, e muitos anos depois o escritor Jorge Luis Borges haveria de dizer que era um dos homens com quem mais teria gostado de conversar.Ética teve publicação póstuma devida à dedicação dos seus amigos.

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