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Espelhos do Film Noir

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Todos os ensaios reunidos neste livro procuram, cada um à sua maneira e em diálogo com os objectos fílmicos considerados mais relevantes para o efeito, abordar o film noir não apenas como um modo possível de filmar o mundo, mas como uma tentativa de compreender a natureza visível do mundo, uma visibilidade à qual os (relativamente) novos meios cinematográficos conseguiram acrescentar movimento. A preocupação com a visibilidade do mundo (e o que este revela e esconde) não é uma invenção do film noir, como alguns dos ensaios neste volume fazem questão de referir, mas o film noir, mais do que qualquer outro género ou modo cinematográfico, reinventa o questionamento ontológico da superfície e da cultura da (produção da) imagem. Esta vocação cinematográfica explica o destaque dado por este volume à figura do espelho, mas esta figura rapidamente se expande para incluir outros objectos que, no texto fílmico, se comportam como espelhos — sombras, janelas, quadros, ecrãs, câmaras, olhos —, assim como padrões ou efeitos figurais associados com espelhos – duplos, repetições, ângulos, inversões, amputações.

 

 

José Bértolo — Autofilmografias: filmar a escrita e escrever o filme em Ray, Lang e Negulesco.
Guillaume Bourgois — Blonde is the ultimate noir: The Lady from Shanghai (A Dama de Xangai, Orson Welles, 1947). 
Luís Mendonça — Angel Face: lições de mise en scène.
Jeffrey Childs — Anamorfose no film noir. 
Fernando Guerreiro — Marienbad como photo-roman noir.
Ricardo Vieira Lisboa — «Não é o reflexo da realidade, é a realidade do reflexo»: alguns protagonistas do cinema de Irving Lerner olham-se ao espelho.
Sérgio Dias Branco — Mulheres especulares: género e desdobramento no neo-noir de Brian De Palma.
José Duarte — «It’s like there was never anything here but jungle»: o mundo (neo) noir de True Detective.

Documenta, 2020

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