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de Leonora Carrington

tradução: Leonor Castro Nunes (versão inglesa) a partir de uma tradução de Carlos Leite (versão francesa)
revisão: Sara Veiga
capa e design editorial: Pedro Simões sobre pintura de Leonora Carrington
168 pp


Em Baixo dá-nos um relato impiedoso da experiência da loucura. Como um acto de verdadeira narrativa da memória, vai buscar o seu poder a esta antinomia no seu centro, que é ser uma narrativa racionalmente composta e acuradamente relembrada em aparência, sobre comportamentos assustadoramente cruéis e ensandecidos, terapias científicas que induziam estados de aniquilação pessoal. Breton encorajou Leonora a escrevê-lo; do seu ponto de vista, a artista inglesa, musa selvagem, femme-enfant, havia concretizado uma das mais desejadas ambições do surrealismo, a catábase da era moderna, a viagem ao outro lado da razão. Leonora havia experienciado verdadeiramente a disfunção que Breton e Paul Éluard apenas tinham conseguido simular em L’Imamaculée Conception em 1930.
Enquanto testemunho dos horrores da psicose, evidência dos tratamentos médicos e da terapia de droga convulsiva, Em baixo entra na categoria de ficção autobiográfica dessas condições desesperadas, tal como relatadas em The Sugar House de Antonia White, A Campânula de Vidro de Sylvia Plath e Faces in The Water de Janet Frame. No entanto, a um nível literário, Em baixo está mais estreitamente ligado ao género de registo autobiográfico defendido por Breton e praticado por ele em Nadja e O Amor Louco; ao traçar a experiência quotidiana, o escritor-perscrutador descobre padrões maravilhosos convocados pelo hasard objectif (o acaso objectivo) e alcança a iluminação.

do prefácio de Marina Warner

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