Electra 32 / Infra-estrutura
Electra 32 / Infra-estrutura
Primavera 2026
240 páginas
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“As infra-estruturas” são o tema do dossier central do número 32 da Electra. Num mundo globalizado, o assunto tornou-se fundamental para compreender as dinâmicas que sustentam o funcionamento das sociedades contemporâneas: do progresso técnico à circulação de informação e mercadorias, da logística que permite a vida nas grandes metrópoles às estratégias geopolíticas e às novas tecnologias que deram origem às plataformas digitais. Mas pensar as infra-estruturas não é apenas uma reflexão técnica: é também procurar entender o seu lugar cada vez mais determinante nos sistemas de poder político e de domínio económico, nos regimes de liberdade e de dependência, nos dispositivos de vigilância e controlo, nos aparelhos de administração e nos mecanismos de fiscalização. Para esta reflexão contribuem os textos de Yves Citton, Giorgiomaria Cornelio, Anselm Jappe, Brett Neilson, Matteo Pasquinelli e Boris Vormann.
Na secção "Primeira Pessoa", é entrevistada a reconhecida cineasta, artista e autora alemã Hito Steyerl que, numa conversa conduzida por Afonso Dias Ramos, nos fala sobre as complexidades da metamorfose constante da arte, das imagens e da tecnologia na era da Inteligência Artificial.
Anna Maria Maiolino, consagrada artista de origem italiana radicada no Brasil, que recebeu, em 2024, o Leão de Ouro da Bienal de Arte de Veneza, é a autora do Portfolio desta edição. Para as páginas da Electra reuniu um conjunto de trabalhos seus, acompanhado de uma entrevista realizada pela curadora norte-americana Helen Molesworth no âmbito do projeto The Forgotten Her Story.
Com uma carreira de notável projecção internacional e uma obra de forte imaginação artística e reconhecida criatividade técnica, Alexandre Estrela representa Portugal na Bienal de Arte de Veneza de 2026. Para a secção Furo desta edição, o artista e a sua equipa prepararam uma extensão-revelação do projeto RedSkyFalls, apresentado no Pavilhão de Portugal, concebida e estruturada graficamente para as páginas da revista.
Isabel II, Rainha do Reino Unido e chefe da Commonwealth, nasceu há cem anos. O seu reinado, o mais longo da história britânica, durou mais de setenta anos, ao longo dos quais o mundo mudou radicalmente; mas ela manteve-se sempre fiel a si mesma. O jornalista Marc Roche, que a conheceu, escreve para a Electra um artigo centrado no cuidado da rainha com a sua imagem.
Ainda nesta edição o director de arte Serge Ricco retrata Bea Feitler, figura fundamental da história mundial do design gráfico e que deixou marca do seu talento criador nas mais importantes revistas americanas do seu tempo, Harper’s Bazaar, Ms., Rolling Stone e Vanity Fair; o escritor e jornalista turco Kaya Genç passeia pela sua cidade, Istambul, e revela uma riquíssima metrópole cultural; o filósofo brasileiro Eduardo Wolf pensa criticamente a pertinência e a impertinência do conceito de «tradição ocidental», a propósito da publicação, nos EUA, da obra The Golden Thread: A History of the Western Tradition, de James Hankins e Allen C. Guelzo; o sociólogo Vania Baldi comenta uma citação de Martin Heidegger sobre a questão da técnica; António Guerreiro escreve sobre a cidade contemporânea como um espaço urbano sem limites; e a realizadora e cronista Graça Castanheira reflecte sobre a palavra “Imigrante”.
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