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  • Capa da revista ELECTRA com barras verticais de cores do arco-íris e texto e número 31 na parte inferior

Electra 31 / A cor

11,00 €
IVA incluído.

Electra 31 / A cor

Fevereiro 2026

Capa mole, 27 x 20 cm, 241 páginas

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O que é a cor? Como são as cores? Como vemos as cores? Qual é a cor do nosso tempo? A cor é o tema do dossier do número 31 da Electra. Ela impõe-se à nossa visão com uma evidência quase irrefutável e, ainda assim, permanece envolta em enigmas. Longe de ser uma propriedade dos objectos, é antes uma perceção resultante da luz, presente em todas as dimensões da experiência humana. Da arte à arquitectura, do design à política, a cor atravessa práticas, discursos e culturas, transportando simbolismos e códigos que variam no tempo e no espaço, na geografia e na cronologia. Nem a ciência nem o saber empírico esgotam a sua compreensão, marcada por tensões entre cromofilia e cromofobia, exuberância e sobriedade. Este “Assunto”, enriquecido por perspectivas de diferentes campos disciplinares, reúne os contributos de Michel Pastoureau, Elena Manferdini, Andrea Cavalletti, Anne Lafont, Ricardo Vieira Lisboa, David Scott Kastan e António Guerreiro.

Tamar Garb, a reconhecida curadora e historiadora de arte, e feminista, é entrevistada por Afonso Dias Ramos para a secção “Primeira Pessoa”. Nesta conversa, realizada em Lisboa, ela reflecte sobre as múltiplas geografias que traçaram a sua vida e trabalho, da Cidade do Cabo até Paris e Londres, e o desafio de encarar a cultura em África e na Europa de outras formas, em tempos de grande tensão e instabilidade política.

Este número da Electra revela também obras inéditas do grande escritor, poeta e artista visual Henri Michaux. Figura capital da vida intelectual europeia do século XX, autor de uma obra de inesgotável originalidade, que liga, surpreendentemente, saberes e sabedorias, géneros e disciplinas diferentes. Os importantes desenhos dados a conhecer nesta edição, e que integram o seu Arquivo, são apresentados por um texto do curador Tim Geissler.

Na secção “Portfolio”, folheamos as páginas da Electra e folheamos, ao mesmo tempo, as páginas de um livro intervencionado e recriado pela imaginação e a sabedoria de Sonia Gomes, uma das artistas brasileiras com maior projecção internacional. Este trabalho é apresentado pelos curadores João Mourão e Luís Silva.

Nos cem anos do nascimento de Marilyn Monroe, ícone universal perpétuo, o conceituado filósofo italiano Mario Pezzella, especialista de estética do cinema, escreve um ensaio de grande profundidade interpretativa sobre o que Marilyn, com a sua inocente beleza culpada, era e no que o mundo a tornou. E diz-nos como ela, entre a fama e o vazio, viveu a sua atormentada vida de mulher e a sua fulgurante carreira de actriz.  

Ainda nesta edição é publicada uma entrevista ao arquitecto Neil Leach, conduzida por Lucinda Correia, onde se fala de arquitectura na era da inteligência artificial e se reflecte sobre o futuro das cidades; o romancista e jornalista turco Kaya Genç assina um texto sobre a fascinante figura do filólogo alemão Erich Auerbach e a sua obra-prima, Mimesis: A Representação da Realidade na Literatura Ocidental, escrita em Istanbul; o consagrado artista português Jorge Martins comenta uma famosa frase de Pablo Picasso; o escritor, artista multimédia e curador Jeremy Fernando escreve, num registo muito pessoal, sobre a sua cidade natal, Singapura; e o professor catedrático Damiano Palano propõe uma reflexão sobre a palavra “Polarização”.