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A Constituição da Liberdade

34,90 €  
IVA incluído

A Constituição da Liberdade

Friedrich Hayek

636 páginas

2018

Edições 70

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Hayek completou o manuscrito em língua inglesa de «A Constituição da Liberdade» no dia do seu sexagésimo aniversário, 8 de Maio de 1959. O livro foi publicado oficialmente a 9 de Fevereiro de 1960, na América. Com um impacto menor do que o do seu best-seller de 1944, «O Caminho para a Servidão» (Edições 70, 2008), «A Constituição da Liberdade» adquiriu hoje o estatuto de clássico da Filosofia Política do século XX, e tem um mérito absolutamente reconhecido pelos estudiosos de Hayek, tanto por aqueles que são críticos do seu pensamento como pelos admiradores da sua obra.

«Hayek sustenta que a liberdade é não só o primeiro valor como a fonte e a condição dos outros valores morais. A liberdade é o primeiro valor, antes de mais, pela razão Kantiana de que ela é a condição para que cada indivíduo possa assumir a sua capacidade humana de pensar e avaliar, de escolher os seus próprios fins, em vez de ser apenas um meio para outros atingirem os seus fins. Em segundo lugar, pelo argumento popperiano de que sabemos muito pouco: só um amplo campo de experimentação - aberto a iniciativas pacíficas individuais que devem, em princípio, ser autorizadas, independentemente da concordância da maioria - permite explorar o desconhecido e reduzir a nossa ignorância. Finalmente, a liberdade tem também um valor instrumental. Talvez pelas duas razões anteriores, só ela permite a criação da riqueza material que se tornou distintiva das civilizações que souberam preservá-la.

Este último aspecto constitui aliás a base da defesa inovadora do mercado livre que celebrizou Hayek. Em vez de se limitar ao tradicional argumento da concorrência, Hayek defendeu o mercado como mecanismo de descoberta e inovação, pela sua capacidade única de tratamento de informação descentralizada e dispersa entre milhões de indivíduos que utilizam o melhor dos seus conhecimentos para perseguir os seus próprios propósitos.»

(Excerto do prefácio de João Carlos Espada)

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