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  • 30 (poemas de amor) para (os) 30 (anos de alguém que nunca amei tanto assim)

30 (poemas de amor) para (os) 30 (anos de alguém que nunca amei tanto assim)

12,00 €  
IVA incluído

30 (poemas de amor) para (os) 30 (anos de alguém que nunca amei tanto assim)

Maria Giulia Pinheiro

colagens de Elisa Scarpa

56 páginas

Capa brochada

ISBN: 978-65-87076-51-5

2020

Urutau

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EXCERTO:

Domador de nuvens,
Você penetra minha
cabeça e limpa meu céu.

SOBRE O LIVRO:

«E nem depois. E nem dentro. E nem sequer em São Paulo em 2023 nem na Beira em 1918, nem neste dia que corre agora à nossa frente ultrapassada a muita distância a primavera.  Nada é absolutamente certo; como tudo aquilo que conduz ao poema, existe e não existe. Mais do que um presente por cada ano desses 30 por fazer, o que lateja sob estes textos e imagens é uma promessa, aí é onde a poesia opera: no trajecto entre a esperança e o futuro. O seu ritmo é o de um encontro pactado com o mistério, uma alegria um bocado azeda que convoca espaços e dilata tanto os tempos que até  os pronomes podem trocar, de você para ele, por exemplo; na cama de papel que acolhe as palavras, podem tornar-se outras facilmente. Assim a leitura torna-nos também de revés, como algumas das figuras que pendulam nestes collages, com a cabeça virada para um amor que não tem fim.

Como esse instante em que se sente o vento na cara sem nada em troca, da mesma forma avançamos por estas páginas receando que alguma coisa aconteça, desejando que alguma coisa devolva o oferecido e nos acalme,se calhar  o que esperamos como indica o paratexto é  “um amor existir” ou concluir uma verdade. Mas o que realmente acontece é que o vento na cara é a troca, temos que seguir ao próprio acto solitário de ler e de amar, com a dose de equilíbrio necessária e a coluna erecta, recebermos as palavras de Pinheiro como quem brinca a um estranho jogo que inflige uma dor miúda e terrorífica, inocente e invisível.

Atravessar este livro com o vento na cara, e as palavras na garganta quase a incendiar-se no agora, a abrir-se passo para explodir contra a intempérie, breves e exactas. Para não ficar com elas nem dentro, nem depois.»

Silvia Penas Estévez

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