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Morrer Devagar

Morrer devagar
José Martins Garcia

Morrer Devagar é um livro de “bolinha vermelha” para pessoas mais sensíveis ou rabugentas e que já tenham perdido a memória ou para quem não aprecie a ironia, o eufemismo e o sarcasmo. E pecado mortal para beatas de sacristia pequena. Há alguma crueldade na visão da realidade que enforma este livro, há, naturalmente, um fundo real que dá motivo a cada conto, algumas pessoas da ilha ainda poderão fazer leituras de aproximação à matéria narrada, mas a universalidade do viver isolado e ignorante, a valorização do sofrimento sem grande expectativa de se viver dignamente, a ganância e o estratagema, nem que seja com “almas do outro mundo”, e a penúria, o escárnio e o maldizer a que as pessoas são sujeitas e sujeitam as outras, as crendices e os fanatismos vários, a emigração de sempre, o amor, as infidelidades, a “vida airada” e os esquentamentos, as cenas de pancadaria com que acabavam todas as festas, o aproveitamento das fraquezas alheias, tirando a já extinta guerra colonial, tudo é picaroto, açoriano, português, universal, actual e as personagens as representantes escolhidas da humanidade que se manifestava na época a que a narrativa se reporta. É a condição humana observada pela acutilante crítica de JMG levada ao extremo de um e em um lugar pequeno, uma freguesia rural semi-analfabeta de muitas visões e perspectivas, marcada por certa decadência e de um espírito retrógrado, tanto religioso como social, em que os valores se medem ao ritmo dos desatinos das personagens.
Manuel Tomás («José Martins Garcia, O Mito e a Realidade», primeiras palavras para a presente edição de Morrer Devagar).

ISBN: 978-989-8828-31-6

Dimensões: 14×22cm

Nº páginas: 200

Ano: 2017 | Dezembro

Género: Ficção (Contos)

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