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  • Cavalo Alucinado

Cavalo Alucinado

Orações

19

máquina de morte
nasceu num pouf
a maldade lhe fez
máquina de morte
absolvida
epidemia de sono
no espaço
máquina de morte
não envia ausência
máquina de morte
a doceira
quase-trégua
que recebia bico ao prego
máquina de morte
ode ao conflito
mostra os tesouros
máquina de morte
sofre de serviço universal
fantasioso e feérico
não quer penhora
máquina de morte
escritor-fantasma
deluxe, o compilador
máquina de morte
não quer imperfeições
máquina de morte
negócio de mapas
vemo-nos
máquina de morte
barões a seus pés mãe
o casino da distorção saúda-a!
as vítimas da manhã difícil saúdam-na!
dê-nos silêncio e redução
dê-nos género, net e um pretexto
máquina de morte
a chegada do novo remotamente vulgar
remédio infalível
acabou
suicídios lideram pedidos
máquina de morte
estar para lá
de namoriscar os deuses
e baptizaram-nos
como Ilha Formosa

 

Cavalo Alucinado
de Nuno Moura

(desenhos de Paulo Ansiães Monteiro/ fotografias de Vitorino Coragem/ composição de Pedro Serpa)

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